OBJETIVOS
-Reconhecer a importância da aquisição de hábitos e rotinas de estudo;
-Identificar e reconhecer os fatores fundamentais para o ato de estudar;
-Compreender a diferença entre qualidade e intensidade de estudo;
-Apropriar-se da capacidade de organização para estudar;
-Compreender e aplicar técnicas de estudo na rotina diária;
-Consolidar hábitos e rotinas de estudo;
-Desenvolver uma postura protagonista em relação à própria aprendizagem;
-Desenvolver e/ou aprimorar as habilidades de autoavaliação.
Fonte: BARRETO, Thereza Paes. Como devo estudar? Apostila de estudo orientado.
Ensino Fundamental. Governo do Estado de São Paulo/ICE.
CONTEÚDO
- Compromisso com a agenda.
- Diferença entre intensidade e qualidade de estudo.
- Reconhecimento dos elementos essenciais no estudo.
- Desenvolvimento de bons hábitos para estudar.Relação entre estudos e desenvolvimento do cidadã
- Organização do tempo.
- Prioridades no estudo.
- Seleção de materiais.
- Planejamento de um esquema semanal de estudos.
- Organização da agenda de atividades escolares.
- Técnicas de Análise.
- Técnicas de Síntese.
- Manejo da informação. Técnicas: de anotações à margem, sublinhado, resumo, esquema, quadro sinótico, mapa conceitual.
Diretrizes para a Orientação de Estudos
Isso é trabalhar com Orientação de Estudos:
- Trabalhar com atividades estruturadas e programadas pelo professor responsável pela turma de OE;
- Manter planejamento de trabalho com as turmas/alunos;
- Dialogar com os demais professores da unidade para compreender os avanços e as dificuldades dos alunos;
- Conhecer as agendas de trabalho dos professores da escola (tarefas dadas e prospectadas);
- Conhecer a agenda de trabalho dos alunos;
- Transitar entre diversas possibilidades de trabalho simultâneas na mesma sala de aula;
- Orientar estudos além da sua disciplina;
- Manter uma rotina de trocas que permitam avaliar o progresso ou eventuais manutenções de dificuldades dos alunos.
- CADA UM ENTENDENDO O "SEU CADA UM"
Os autores definem apenas duas dimensões de estilos cognitivos:Holista (wholist) – Analítico (analytic): Esta dimensão mostra a tendência individual para organizar informações em partes ou como um todo.Verbal (Verbal) - Imagético (Imagery): Esta dimensão mostra a tendência individual para representar informações enquanto pensam, verbalmente ou por meio de imagens mentais.Os professores Richard M. Felder e Linda K. Silverman (1999) desenvolveram um instrumento “on-line”, o ILS - Index of Learning Styles Questionnaire. O modelo de Felder (2002) divide os aprendizes em quatro dimensões:Ativo - Reflexivo: Os ativos tendem a reter e compreender informações mais eficientemente discutindo, aplicando conceitos e/ou explicando para outras pessoas. Gostam de trabalhar em grupos . Os reflexivos precisam de um tempo para sozinhos pensar sobre as informações recebidas. Preferem os trabalhos individuais.Racional - Intuitivo: Os racionais gostam de aprender fatos. São mais detalhistas, memorizam fatos com facilidade, saem-se bem em trabalhos práticos (laboratório, por exemplo). Tendem a ser mais práticos e cuidadosos do que os intuitivos. Os intuitivos preferem descobrir possibilidades e relações. Sentem-se mais confortáveis em lidar com novos conceitos, abstrações e fórmulas matemáticas. São mais rápidos no trabalho e mais inovadores.Visual - Verbal: Os visuais lembram mais do que viram – figuras, diagramas, fluxogramas, filmes e demonstrações. Os verbais tiram maior proveito das palavras – explicações orais ou escritas.Seqüencial-Global: Os sequenciais preferem caminhos lógicos, aprendem melhor os conteúdos apresentados de forma linear e encadeada. Os globais lidam aleatoriamente com conteúdos, compreendendo-os por “insights”. Depois que montam a visão geral, têm dificuldade de explicar o caminho que utilizaram para chegar nela.Atualmente, Valente e Cavellucci (2003) propõem que as pessoas possuem um conjunto de preferências que determinam uma abordagem individual para aprender, o qual denominam preferências de aprendizagem. Porém, afirmam que as preferências manifestas podem mudar em diferentes situações de aprendizagem, de acordo com o conteúdo e a experiência do aprendiz. Não acreditam que as mesmas acompanhem o aprendiz ao longo de toda a sua vida, como uma marca definitiva, conforme afirmam Riding e Rayner (1998). Essas preferências podem ir mudando, na medida em que as pessoas desenvolvem habilidades e estratégias para lidar com diferentes situações de aprendizagem na escola e na vida. Quanto mais estratégias o aprendiz tiver desenvolvido, maior será sua chance de lidar com as diferentes formas de apresentação das informações e com a organização das situações de aprendizagem vivenciadas por ele.Felder, R. (2002). Home Page. Learning Styles. Disponível em: http://www2.ncsu.edu/unity/lockers/users/f/felder/public/RMF.htmlFelder e Soloman, B. A. (1999). Index of Learning Styles (ILS). Disponível em: www2.ncsu.edu/unity/lockers/users/f/felder/public/ILSpage.html.Valente e Cavellucci (2003). Preferências de aprendizagem: promovendo mais aprendizagem na sala de aula. No prelo.Vigotsky, L.S. (1987). Pensamento e Linguagem. São Paulo: Livraria Martins Fontes Editora Ltda.____________ (1988). Formação Social da Mente. São Paulo: Livraria Martins Fontes Editora Ltda.